terça-feira, 29 de julho de 2014

Crônica de Ricardo Alfaya no site literário Alternativa Cultural. Acesse o link abaixo e confira.


Ricardo Alfaya é articulista do site Alternativa Cultural, do artista multimídia Anand Rao, de Brasília-DF.  O espaço é direcionado para a produção cultural independente. 
Segue o link:
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> http://www.culturaalternativa.com.br/literatura/materias/752-coisa-dificil-e-arrumar-livros-por-ricardo-alfaya

Seminário Brasil, brasis: Trabalho escravo no Brasil?


---------- Mensagem encaminhada ----------
De: "marcia pereira" <marciapereirarj@yahoo.com.br>
Data: 25/07/2014 20:30
Assunto: Seminário Brasil, brasis: Trabalho escravo no Brasil?
Para:
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> Caso não esteja visualizando, acesse aqui.
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> Para receber nossa programação, é importante que o interessado adicione nosso e-mail academia@academia.org.br à sua lista.
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> Para encaminhar este e-mail acesse aqui.
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domingo, 27 de julho de 2014

Cartografias Políticas da América Latina



 
A Casa da América Latina
Convida: Seminário " Cartografias Políticas da América Latina"
 

 

Cartografias políticas da América Latina. 

Organização: André Queiroz (UFF).

 

Realização: Instituto de Artes e Comunicação Social/UFF e Casa da América Latina

 

Apoio e Local: Centro Cultural Justiça Federal  -Av. Rio Branco, 241- Cinelândia- Rio de Janeiro

Dias: 30 e 31 de julho de 2014.

 

 

Programação:

 

 

Dia 30 de Julho:

 

 

16:00: Abertura do evento.

 

16:15: Exibição do trailer do documentário:

O Povo Que Falta (Direção: André Queiroz e Arthur Moura, Brasil, 2014, 12min)

 

16:40: Conferência: Cuba, Sendero Luminoso y la violencia revolucionaria

 Luís Popa (diplomata cubano por mais de 20 anos e Professor de Ciências Políticas da PUC-Perú)

 

18:00 Exibição do documentário:

Apuntando al corazon (Direção: Claudia Gordillo, Colombia, 2013, 52min). 

 

19:00 Conferência: A política de segurança no Estado de Exceção em Colômbia

Claudia Gordillo (Cineasta e Professora da Pontificia Universidad Javeriana de Bogotá)

 

 

Dia 31 de Julho:

 

 

16:00: Conferência: O inescutável: violência e testemunho na população quechua no Perú.

Ana María Guerrero (Psicanalista. Trabalhou na equipe de saúde mental com os afetados pela guerra civil no Peru)

 

17:15: Exibição do documentário:

Paco Urondo (Virna Molina y Ernesto Ardito, Argentina, 2012, 59min).

 

18:30: ConferênciaA palavra definitiva. Escritura e militância na Argentina dos anos 70 (Walsh, Conti, Urondo).

André Queiroz (Escritor e ensaísta. Professor da Universidade Federal Fluminense)

 













Livro - Convite ao pensar



Meus amigos, 

Estou divulgando uma pequena resenha que escrevi sobre o livro Convite ao pensar, no qual participo como um dos ensaístas. Então, para quem se interessar e também quiser divulgar, segue abaixo o texto, que também disponibilizei em meu blog, no link: http://propriedadedoirreversivel.blogspot.com.br/2014/07/convite-ao-pensar.html

Em anexo, também divulgo a capa do livro

Já deixo meu abraço! 
Fábio

Segue o texto:

Acaba de sair pela editora Tempo Brasileiro o livro Convite ao pensar. Sob organização dos professores Manuel Antônio de Castro (UFRJ), Igor Fagundes (UFRJ), Antônio Máximo Ferraz (UFPA) e Renata Tavares (UNESPAR), nasceu esse mosaico palavral, fecundado por poesia, filosofia, silêncio e gesto, do qual tenho a grande felicidade de participar como um dos ensaístas.

A ideia desse livro surgiu da necessidade de dar aos alunos – em princípio, de graduação, ainda que não esteja restrito ao âmbito acadêmico – a possibilidade de se infestar de verbo e acontecências semânticas para além do já desgastado sentido comum das palavras. Evidentemente, nada do que já se trabalha teoricamente nas instituições de ensino se exclui, contudo, a grande novidade está na linkagem entre o que se diz ou se pode dizer sobre ideias engessadas conceitualmente e o que advém do mergulho ao fundo vocabular das palavras, numa investida originária que procura o útero do verbo a partir da costura realizada pelos pequenos, mas densos, ensaios presentes neste Convite. Assim, este livro é engravidado pelo horizonte no qual se vê o avesso ambíguo, mas não dicotômico, das já tão batidas determinações dicionarizadas. Audacioso, infestado de circularidade, entradas, entrâncias e reentrâncias, a poesia da palavra se consagra numa rede fundada em 121 possibilidades de quedas e abismos.

Além da necessidade de dar aos alunos perdições por escrito, o grande estímulo para tal exaustivo trabalho partiu de Guimarães Rosa, quando, na famosa entrevista concedida a Günter Lorenz, proferiu: "Meu lema é: a linguagem e a vida são uma coisa só. Quem não fizer do idioma o espelho de sua personalidade não vive; e como a vida é uma corrente contínua, a linguagem também deve evoluir constantemente" (ROSA in LORENZ, 1973, p. 20). E mais adiante nessa mesma entrevista, temos um dizer fulcral e que foi usado como epígrafe do livro: "Cada palavra é, segundo sua essência, um poema."

Acima mencionei 121 possibilidades abismais. Mas qual mistério por trás desse número, 121? Arrisco um palpite: autonomia de voo na e com a linguagem durante a grafia encantada pelo poético! Sim, 121, não 122 nem 456. São 121 palavras que foram criteriosamente selecionadas para integrar este livro:

 

O leitor tem em mãos um livro constituído por um conteúdo aparentemente estranho: 121 palavras, às quais correspondem 121 pequenos ensaios de, no máximo, duas páginas. Não se trata de um dicionário, pois não se reduz a um mero levantamento de significados. O que é, então, ou melhor, o que pretende ser este livro? A tal pergunta responde seu título: um Convite ao pensar. Desse modo, não pretende introduzir nada, pois o pensar não depende de introdução. Vivendo, já nos movemos no pensar. Por ele, no questionar, vigoramos.[1]

 

O trecho acima foi retirado da apresentação do livro, na qual, mais à frente, encontramos:

 

Procurou-se em cada palavra estabelecer uma dialética, na qual nada se exclui, muito embora se desconfie dos significados dominantes e engessados. Dessa maneira, todas as palavras se interligam e procuram estabelecer um círculo poético de abertura para se compreender melhor o que somos e nos cerca histórica e conjunturalmente. A ligação entre elas dependerá do interesse do leitor, o que será ajudado pelo Índice Remissivo e pelas indicações bibliográficas. Estas têm a finalidade de permitir o aprofundamento das questões.

 

Quanto à construção, organização interna do livro, o mosaico se estende à diversidade do pensamento encontrado nos 16 autores que escreveram os pequenos ensaios que integram essa rede de 121 palavras:

 

propusemos o presente livro, convidando diferentes autores para pensarem a poética de cada palavra, contrapondo-a com seu uso banal, cotidiano, desgastado, e resgatando suas possibilidades de inaugurarem sempre novas e poéticas realizações. Assim como os autores se viram livres para dialogar conosco no pensar de cada palavra que lhes coube, os leitores também estarão livres para questionar e que, no diálogo com todas, entrevejam em si as possibilidades que já receberam para se realizarem, de maneira que a vida de cada um se torne um autopoema.

 

Portanto, não foi erigido apenas um livro teórico, e sim um rearranjo léxico que desempoeira a estabilidade vocabulatória do nosso idioma. As palavras são saltos, fecundações aurais, aórgicas e orgíacas entre realidades que desempenham limites e florações semânticas. O convite está aberto a todos, que sejam bem-vindos!

 

Referências

 

CASTRO, Manuel Antônio de et al (orgs.). Convite ao pensar. Rio de Janeiro: Tempo Brasileiro, 2014.

LORENZ, Günter. "Guimarães Rosa". Diálogo com a América Latina. São Paulo: E.P.U., 1973.



[1] Daqui em diante, todas as citações foram retiradas do texto de apresentação do livro.

Meu blog: "Propriedade do Irreversível"
http://propriedadedoirreversivel.blogspot.com.br





MAESTRO - Poema de Antonio Gutman





MAESTRO

O MAESTRO É UM MUDO
QUERENDO FALAR
MAS QUEM FALA É A ORQUESTRA.
antonio gutman




Filosofia Formigante


>                   FILOSOFIA FORMIGANTE
> Vivo perseguindo as formigas.
> Não sou tamanduá nem sei  nada sobre o tamanho do A.
> As formigas me deixam miscolênico.
> Cada vez mais me perco nessa perseguição.
> Não sei para onde elas estão indo.
> Elas me deixam Toronto.
> Depois disso tudo, Estocolmo.
> Para se achar tem que se perder.
>                                Dalmo Saraiva
>
>
>

sexta-feira, 25 de julho de 2014

Poetas e músico participantes desta terça, 29/07/14 do evento Terça ConVerso


Benjamin Borges: 
poeta gaúcho . Mora no Rio de Janeiro . Frequenta o evento Terça ConVerso, no Teatro Glaucio Gill,  Pça Cardeal Arcoverde, s/nº, Copacabana/RJ.     


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Celi Luz:




“NA FLOR DA RENDA BRANCA, AS MÃOS-BORBOLETAS DA RENDEIRA
- do livro “Na Morada do Tempo” de Celi Luz


Poeta, professora, ficcionista, membro da ABDL - Academia Brasileira de Literatura, membro da Apperj, e da União Brasileira de Escritores. Participa do Poveb- Poesia Você Está na Barra, frequenta os grupos cariocas de poesia.
Publicou em revistas, jornais, sites, antologias.
 Autora de:
O Sol da Palavra, 2009, Ed. Ibis Libris; 
Senhorita Eme, (infantil) 2013, Ed.Oficina;
Na Morada do Tempo, 2014, Ed. Oficina ( livro premiado pelo Concurso Internacional de Literatura – UBE- 2013- será lançado na Feria del Libro – Argentina, na qual Celi é uma das brasileiras convidadas).

Diversas premiações em prosa e em verso. Troféu Destaque Poesia-2005 pela Sec. Municipal de Educação- RJ. Prêmio Lions Cultura-2009. Prêmio Latino-Americano de Cultura –Argentina – 2013. 


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Cristina Lebre  :




“...segue escrevendo
e  sentindo tão fundo
a agonia do mar que se afasta e se achega
e toca na areia
em ondas sozinhas, constantes, vizinhas...”

Em “Cascata”, um dos poemas de destaque deste seu segundo livro, Cristina Lebre revela a agonia de escrever que pula sua alma e faz uma analogia com a agonia do mar que se afasta e se achega na praia.  Autora de “Olhos de Lince”, seu primeiro livro de poesias, Cristina agora se lança também no mundo dos contos e se prosas poéticas, além de apresentar, neste “Marca d’Água”, mais de 70 poemas inéditos de seu acervo que não para de crescer.

Formada em Jornalismo pela UFF, e pós-graduada em Letras, Cristina escreve desde criança, mostrando sempre uma sensibilidade aguda para o drama do ser humano e da natureza, enquanto toca os corações de muitos com seus versos livres e cheios de grande emoção.  “Marca d’Água” é uma viagem ao mundo lúdico, lírico e belo da essência desta especial representante da geração atual de poetas brasileiros.

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Roberto Ferreira dos Santos (São Beto), autodidata, formado apenas em cultura inútil e generalidades.Compositor e intérprete de minhas próprias músicas e de outros compositores, quando me apresento em casas noturnas, ou eventos, quando sou convidado. Já participei de vários festivais de músicas como compositor e intérprete. Participei do FIC. Festival Internacional da Canção; Alguns regionais aqui mesmo no Brasil; Também no Festival Internacional da Canção, em Viña del Mar no Chile. Tenho obras gravadas por alguns cantores da M.P.B.Tais como: Jair Rodrigues, Alcione,Fagner. Etc...
Por insistência e incentivo dos amigos, acabei enveredando pelos caminhos da poesia falada, posto que o meu forte (se é que é forte), é letras de músicas e um violão que executo de maneira, digamos,sofrível. Não sou o tal nem intelectual. Mas já que estou aqui, conto com o carinho dos senhores membros desta grande CONFRARIA DOS POETAS VIVOS.








Fontes: 
Celi Luz - dados enviados por e-mail pela autora;
Cristina Lebre: dados enviados por e-mail pela autora;
São Bento: dados enviados por e-mail pelo músico.
Obs: sobre o poeta Benjamin Borges, não foi possível obter mais dados a tempo.   




Terça ConVerso: 29/07/2014 - programação:

Poesia:


"Instantâneos"
Poemas curtos, no início do evento, falados pelo público 
(sob comando: Dalmo Saraiva e Jorge Ventura) 
  
        Benjamin Borges

Celi Luz

    Cristina Lebre 


Poetas Amigos do Café
Sugestão de tema: 
"A felicidade é uma bola 
atrás da qual nós corremos enquanto rola
 e a chutamos logo que para."
(Madeleine de Puisieux - escritora francesa, século XVIII )


Música:
          São Beto (voz e violão)
     

Sorteio de Livros


Data: 29/07/2014
Horário: 18h30 às 20h30
Local: Teatro Glaucio Gill (palco maior)
Pça Cardeal Arcoverde, s/nº
Copacabana - Rio de Janeiro/RJ
Ingresso: R$ 6,00


Organização e divulgação: Grupo Poesia Simplesmente
 (
Angela Maria Carrocino, Delayne Brasil, Laura Esteves e Silvio Ribeiro de  Castro)


Apoio: FUNARJ  



Programação da outra terça, 5/08/14:

     Aniversário: Delayne Brasil
     Filmes: Forma e Conteúdo” e “Traça Palavra”, de Virgínia Gualberto
     PoesiaVirgínia Gualberto; e Poetas Amigos do Terça ConVerso  
     MúsicaPaulo Bergo e Patrícia Castro



Próximo "Terça ConVerso", dia 29/07/14: programação e tema sugerido. No fim da postagem, segue a programação da terça seguinte (05/08/14)



Caros amigos, poetas e amantes da Arte em geral,  



Grupo  Poesia  Simplesmente
convida para o próximo 
Terça ConVerso no Café 
(atenção: agora, o evento é no palco principal, no primeiro andar do Teatro)


Poesia:


"Instantâneos"
Poemas curtos, no início do evento, falados pelo público 
(sob comando: Dalmo Saraiva e Jorge Ventura) 
  
        Benjamin Borges

Celi Luz

    Cristina Lebre 


Poetas Amigos do Café
Sugestão de tema: 
"A felicidade é uma bola 
atrás da qual nós corremos enquanto rola
 e a chutamos logo que para."
(Madeleine de Puisieux - escritora francesa, século XVIII )


Música:
          São Beto (voz e violão)
     

Sorteio de Livros


Data: 29/07/2014

Horário: 18h30 às 20h30
Local: Teatro Glaucio Gill (palco maior)
Pça Cardeal Arcoverde, s/nº
Copacabana - Rio de Janeiro/RJ
Ingresso: R$ 6,00


Organização e divulgação: Grupo Poesia Simplesmente
 (
Angela Maria Carrocino, Delayne Brasil, Laura Esteves e Silvio Ribeiro de  Castro)


Apoio: FUNARJ  



Programação da outra terça, 5/08/14:
     Aniversário: Delayne Brasil
     Filmes: "Forma e Conteúdo" e "Traça Palavra", de Virgínia Gualberto
     Poesia: Virgínia Gualberto; e Poetas Amigos do Terça ConVerso  
     Música: Paulo Bergo e Patrícia Castro



















































quarta-feira, 23 de julho de 2014

Pensamentodo dia

>    Se Truffaut,
> Eu também voo.
>                 Dalmo Saraiva

terça-feira, 22 de julho de 2014

Quatro poemas de Jorge Ventura

CULPA

 

tecido raro

última moda

 

corpo coberto

de pano e culpa

 

mentira e classe

dono da rua

 

de mais a roupa

de menos o homem

 

                 Jorge Ventura


~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~

 PONTO DE CRUZ

 

choro

a erosão

do tempo

traçado

em ravinas

 

sei do que é

deserto:

o caminho

do homem

 

a vida é trama

dedicada à seca

 

entrelaçam-se 

desmandos

desenganos

desenredos

 

no horizonte

de esperas

o sertão bordado

de mandacarus

 

escrevo meu rumo

no ponto de  cruz

 

 

             Jorge Ventura


+++++++++++++++++++++++++++++++++++++


CRUEZA

 

sou língua de sal

não poupo palavras

 

em mim nenhum Deus

 

em mim só um homem

que peca e execra

 

e desfeito em dores

sobrevive a quedas

sem nenhum pudor

 

à sorte me atrevo

só creio em meus atos

 

vejo o que não devo:

o osso em vez da carne


                Jorge Ventura


======================================


ORIGAMI

 

Quando a ideia me perturba,

entre o barulho e o silêncio,

tudo é um só contrassenso.

Que inocência ou culpa

virá em vão me julgar

neste papel tumular?

Reparto em dobras meus textos,

discursos e manuscritos

(de abismos e de delírios),

nas páginas, palimpsestos.

 

Reparto também a folha,

metade doutra metade,

do que é múltiplo e arte.

E antes que a ideia se recolha

e a angústia vire bolha

e o papel retorne seda,

nas dobraduras das letras,

o verso assim se desdobra.

Pois toda palavra é obra

pra muito além do poema.

            

                Jorge Ventura



 


AH! SE VOCÊ TIVESSE...



AH! SE VOCÊ TIVESSE...
AH! se você tivesse
a boca da cláudia cardinale
e eu as pernas do marlon brando,
 
se você tivesse
os peitos da brigitte bardot
e eu a beleza do alain delon,
 
se você tivesse
as ancas da marilyn monroe
e eu o charme do george clooney,
 
se você tivesse
as pernas da marlene dietrich
e eu os olhos azuis do peter o'toole,
 
e se você soubesse dançar como a ginger rogers
e eu como o fred astaire,
ah! nossas vidas seriam bem diferentes
como é bom sonhar!
mas estou satisfeito
com a minha vida
um cara não hollywoodiano
e você aqui
minha atriz
bela sim,
sempre perto de mim!
antonio gutman



--
Delayne Brasil

www.grupopoesiasimplesmente.blogspot.com

Programa de rádio




Atenção apperjianos
Hoje, às 17h, a app Helena Amaral e app Eunice Khoury, estarão na www.radioNCS.com falando sobre AS FLORES DO MAL (poesia de Baudelaire, traduzida por Helena Amaral).

sergiogeronimo






SARAUPOESIA DIA 23 DE JULHO

 

Pensamento do dia



SE TU FLOR,
EU TAMBÉM VOU.
     Dalmo Saraiva
     



--

domingo, 20 de julho de 2014

Constructor sui - poema de Laura Esteves


Constructor sui
         (para as mulheres que precisam se construir a cada dia) 


                Trago rugas no rosto, não trago rugas na alma.
                Esta, conservo intacta, apesar dos desvarios.
                Tratada com delicadeza, aconchego e atavios.
                E vou lhe dizer o porquê.
                Escute com atenção, o a-bê-cê desta mulher madura,
                mistura de santa e puta,
                mistura de carnaval e clausura:
                meus seios mataram a fome de homens e de crianças;
                o ventre, meu ninho/minha gruta, já não tão liso,
                gerou os filhos que irão me continuar;
                os vincos de meu rosto, uma paisagem
                com rios que correm formando trilhas,
                são os risos, as lágrimas, as gargalhadas que derramei;
                o olhar, um tanto opaco, revela tudo o que eu passei.
                Mas estejam certos: busquei sempre a felicidade,
                esta estranha palavra que demorei tanto a entender.
                Sou ainda a menina assombrada com a vida.
                Tenho um coração que palpita, salta, transborda
                Apaixono-me, desmesuradamente, por tudo que faço ou toco:
                bicho, planta, planos, gente.
                Sou o sonho, sou o susto, sou mais sábia.
                Uma sabiá que pela Via-Láctea faz firulas.
                Que não teme o novo nem a aventura.
                Uma sabiá que faz ninho no telhado.
                Se aquieta e aprende com o passado.
                Assim eu sou. Eu sou assim.
                Um ser que se transforma até o fim.
                Que transgride, se acomoda.
                E nesta contradição, de maneira surpreendente,
                me construo, sempre, sempre.
                Eu sou aquela do espelho:
                mais gorda, mais inteligente, mais generosa.
                Sou importante para alguns, sou importante para mim.
                Instauro o meu domínio. Decido até onde ir.
                Transgrido. Sofro. Estou viva.
                Todos os dramas humanos são meus.
                Toda alegria da vida é minha.
                Vida, esta grande viagem, dia a dia, mês a mês,
                onde somos aprendizes e PhDês.
                Meu peito caiu? Não faz mal.
                Sou tudo de bom. Sou inteira.
                Mulher/sabiá-laranjeira.
                Mulher/mistério. Abissal.

                                          Laura Esteves
                                       

                               

DIA DO AMIGO! Minha gratidão em versos.

Caros amigos, nesta data especial, deixo dois poemas* meus para vocês. Um grande beijo e obrigada sempre!
Delayne Brasil 

AMIGO

Amigo é belo afago
Afeto sem ego inflado
Elo raro

RENASCIMENTO
Não há um ser sem nós
Não há um ser não sendo
Sem nós, sou nó
Sou nós sendo

(*Antologia Poesia Simplesmente - 10 anos. Edições Galo Branco, 2008)


Fotos: Delayne Brasil 

Chegou a Domingueira Poética de 20/07/2014: Ubaldo em dose dupla + Gregório Duvivier e o riso


Prezados

A Domingueira de hoje não pretende ser triste, mas não há como não lamentar a passagem precoce do domingueiro João Ubaldo. Vai fazer muita falta (RIP). 

Não, ele não fazia parte da nossa lista de contatos. Ele é domingueiro porque estava sempre presente aos domingos no O Globo com suas divertidas crônicas dominicais, cuja derradeira fala sobre o uso correto do papel higiênico, publicada neste sábado (vide anexo). Anexei, também, um Power Point com outra crônica reflexiva de grande repercussão(2005) do Ubaldo, que fala da matéria prima para se construir um País. 

Para não perder a viagem - e  não deixar o Povo meio down -, vamos falar um pouquinho do riso, numa interessante abordagem com Gregório Duvivier. Acesse: http://revistalingua.uol.com.br/textos/105/o-riso-super-estimado-314951-1.asp

Boa leitura, bom domingo.


--

Antonio Pastori, guardião da Domingueira Poética


sábado, 19 de julho de 2014

palestra do Poeta Edir Meirelles: "Cláudio Murilo Leal – Um poeta de alma gitana."


ACADEMIA MUNDIAL PELA PAZ


         A Academia Mundial pela Paz (AMPLA) associada ao Instituto de Culturas Internacionais tem a honra de convidar para a palestra do Poeta Edir Meirelles sob o título:
Cláudio Murilo Leal – Um poeta de alma
gitana.

Dia e hora: 21 de julho de 2014, 2ª feira às 16:00h
Local: Federação das Academias
         Rua Teixeira de Freitas, 5, s 303, LAPA
Ao termino será oferecido um coquetel aos presentes.

Zara Paim

"Terça ConVerso", dia 22/07/14, próxima terça: Programação e tema sugerido.



Caros amigos, poetas e amantes da Arte em geral,  



Grupo  Poesia  Simplesmente

convida para o próximo 

Terça ConVerso no Café 

(atenção: agora, o evento é no palco principal, no primeiro andar do Teatro)



Poesia:


"Instantâneos"

Poemas curtos, no início do evento, falados pelo público 

(sob comando: Dalmo Saraiva e Jorge Ventura) 



Ethel Araujo
 Regina Vieira
Romildes de Meirelles
  
         

 

Poetas Amigos do Café

Sugestão de tema: 

"Uma das coisas mais difíceis não é mudar a sociedade; é mudar a si mesmo"

(Nelson Mandela - frase de uma entrevista de 2000: Sobre a transformação*)

18/07: Dia Internacional de Nelson Mandela.

 Ícone da luta pela igualdade racial na África do Sul e ganhador do Prêmio Nobel da Paz de 1993,

 ele teve o seu aniversário transformado em data comemorativa em 2009 pela ONU.


Música:

           Fernando Vilela (voz e violão) 

e Ilessi (voz)


Fernando Vilela e Ilessi farão uma amostra pocket em vozes e violão, do show de lançamento do CD Quadro de Fernando Vilela.

Para ouvir o CD on line, acesse: https://www.youtube.com/playlist?list=PLBUP7vymeWe7KlkxELXZsk-4ZU1g-URxl


Sorteio de Livros


Data: 22/07/2014

Horário: 18h30 às 20h30

Local: Teatro Glaucio Gill (palco maior)
Pça Cardeal Arcoverde, s/nº
Copacabana - Rio de Janeiro/RJ
Ingresso: R$ 6,00


Organização e divulgação: Grupo Poesia Simplesmente
 (
Angela Maria Carrocino, Delayne Brasil, Laura Esteves e Silvio Ribeiro de  Castro)


Apoio: FUNARJ  


* Informação extraída do site Exame.com


Fotos em anexo: Ethel Araujo (imagem da página virtual da poeta); Regina Vieira (foto do arquivo do Poesia Simplesmnete); Romildes de Mereilles (fotos da página virtual do poeta); Fernando Vilela e Ilessi (fotos enviadas pelo músico por e-mail).