domingo, 26 de fevereiro de 2012

Domingueira Poética - As artes de José Heitor


Domingueira Poética
26 / fevereiro / 2012

José Heitor é um ferroviário aposentado de Além Paraíba - MG. Além de
uma bela pessoa, é um grande artista, escultor e poeta.
Suas esculturas de madeira estão espalhadas pelo Brasil e pelo
exterior, onde já fez exposições individuais e participou de mostras
coletivas. Por exemplo, no final da década de 1990 fez uma exposição
individual na Embaixada do Brasil, em Paris, sob as bênçãos de Abdias
Nascimento, ex-Senador, grande expoente e defensor da cultura negra em
nosso país. Ele foi um incentivador e divulgador das artes de José
Heitor.
Em novembro do ano passado, trabalhos do artista alemparaibano foram
incluídos na exposição "Africa-Brasil, Ancestralidade e Expressões
Contemporâneas", realizada aqui no Rio, no Centro Cultural da Justiça
Federal, em homenagem a Abdias.
Compartilho com Vocês o vídeo que me foi encaminhado pelo pesquisador
Plínio Alvim, de Além Paraíba, membro da AFL - Academia Ferroviária de
Letras. Poderão, assim, ouvir o próprio José Heitor falando de suas
obras e apresentando algumas delas, incluídas na exposição.
Para ver / ouvir, cliquem no link abaixo:

http://www.cultne.com.br/video.php?id_video=771

Para completar, aí vai um poema do ferroviário alemparaibano,
publicado no livro "Trilhos & Letras - uma antologia do trem" (Editora
Pandion, Florianópolis - SC, 2010), do qual fui o organizador:

LEOPOLDINA FERROVIAGEM
- José Heitor

João Tavares, bom Foguista,
bota lenha na fornalha,
pois "Bodão", seu Maquinista,
rejeita fogo de palha.

Maquinista, por favor,
abra o regulador
para a entrada de vapor.
Põe o trem em movimento,
da viagem tô sedento,
lá pro Rio de Janeiro,
a distância sai no tempo,
pois o trem corre ligeiro.

Além Paraíba, tchau!
Vamos pra Porto Novo,
do mais belo carnaval,
alegria de um povo.

Paraíba, rio acima,
vamos encontrar mais dois,
há riquezas para rimas,
veremos logo depois.

Cidade abençoada,
sua sorte é tamanha,
Três Rios, toda banhada
não só pelo Piabanha,
também o Paraibuna,
no belo encontro dos três.
Eis aí sua fortuna,
natureza que Deus fez.

Ei, Foguista, bota lenha,
faça fogo na fornalha.
Tô de férias, vou à Penha,
lá no Rio de Janeiro.
A distância não atrapalha
pois o trem corre ligeiro.

Do mal só vem a maldade,
gerando infelicidade,
guerras criando horrores;
De Pedro vem a cidade,
cheirando a felicidade
com seu perfume de flores.

Petrópolis, com certeza,
Turismo na Rua Teresa,
comprar fazendo pechinchas...
Raiz da Serra também
turismo pro nosso trem.
E lá, ninho de Garrinchas...

A "tal" Estação Primeira
do samba é a Mangueira,
a nossa, da Leopoldina,
a famosa "pequenina"
é a primeira sim, senhor,
o marco de sua história,
trilhada com destemor,
no seu passado de glórias.

Vou curtir adrenalina,
bem no alto da colina
ver o Cristo Redentor.
Lá no alto Corcovado...
Pra sentir-me abençoado,
infinito é o seu amor...

x=x=x

Boa "ferroviagem" para Vocês, trilhando as belas artes do José Heitor!
Abraços / beijos,

Victor



Cordel de Antonio Barreto: BIG BROTHER BRASIL UM PROGRAMA IMBECIL


Antonio Barreto nasceu nas caatingas do sertão baiano, Santa Bárbara/Bahia-Brasil. Professor, poeta e cordelista. Amante da cultura popular, dos livros, da natureza, da poesia e das pessoas que vieram ao Planeta Azul para evoluir espiritualmente. Graduado em Letras Vernáculas e pós graduado em Psicopedagogia e Literatura Brasileira.

Seu terceiro livro de poemas, Flores de Umburana, foi publicado em dezembro de 2006 pelo Selo Letras da Bahia. Vários trabalhos em jornais, revistas e antologias, tendo publicado aproximadamente 100 folhetos de cordel abordando temas ligados à Educação, problemas sociais, futebol, humor e pesquisa, além de vários títulos ainda inéditos.


Antonio Barreto também compõe músicas na temática regional: toadas, xotes e baiões.


BIG BROTHER BRASIL UM PROGRAMA IMBECIL.

Autor: Antonio Barreto

> Curtir o Pedro Bial
> E sentir tanta alegria
> É sinal de que você
> O mau-gosto aprecia
> Dá valor ao que é banal
> É preguiçoso mental
> E adora baixaria.
>
> Há muito tempo não vejo
> Um programa tão 'fuleiro'
> Produzido pela Globo
> Visando Ibope e dinheiro
> Que além de alienar
> Vai por certo atrofiar
> A mente do brasileiro.
>
> Me refiro ao brasileiro
> Que está em formação
> E precisa evoluir
> Através da Educação
> Mas se torna um refém
> Iletrado, 'zé-ninguém'
> Um escravo da ilusão.
>
> Em frente à televisão
> Longe da realidade
> Onde a bobagem fervilha
> Não sabendo essa gente
> Desprovida e inocente
> Desta enorme 'armadilha'.
>
> Cuidado, Pedro Bial
> Chega de esculhambação
> Respeite o trabalhador
> Dessa sofrida Nação
> Deixe de chamar de heróis
> Essas girls e esses boys
> Que têm cara de bundão.
>
> O seu pai e a sua mãe,
> Querido Pedro Bial,
> São verdadeiros heróis
> E merecem nosso aval
> Pois tiveram que lutar
> Pra manter e te educar
> Com esforço especial.
>
> Muitos já se sentem mal
> Com seu discurso vazio.
> Pessoas inteligentes
> Se enchem de calafrio
> Porque quando você fala
> A sua palavra é bala
> A ferir o nosso brio.
>
> Um país como Brasil
> Carente de educação
> Precisa de gente grande
> Para dar boa lição
> Mas você na rede Globo
> Faz esse papel de bobo
> Enganando a Nação.
>
> Respeite, Pedro Bienal
> Nosso povo brasileiro
> Que acorda de madrugada
> E trabalha o dia inteiro
> Da muito duro, anda rouco
> Paga impostos, ganha pouco:
> Povo HERÓI, povo guerreiro.
>
> Enquanto a sociedade
> Neste momento atual
> Se preocupa com a crise
> Econômica e social
>
> Você precisa entender
> Que queremos aprender
> Algo sério - não banal.
>
> Esse programa da Globo
> Vem nos mostrar sem engano
> Que tudo que ali ocorre
> Parece um zoológico humano
> Onde impera a esperteza
> A malandragem, a baixeza:
> Um cenário sub-humano.
>
> A moral e a inteligência
> Não são mais valorizadas.
> Os "heróis" protagonizam
> Um mundo de palhaçadas
> Sem critério e sem ética
> Em que vaidade e estética
> São muito mais que louvadas.
>
> Não se vê força poética
> Nem projeto educativo.
> Um mar de vulgaridade
> Já tornou-se imperativo.
> O que se vê realmente
> É um programa deprimente
> Sem nenhum objetivo.
>
> Talvez haja objetivo
> "professor", Pedro Bial
> O que vocês tão querendo
> É injetar o banal
> Deseducando o Brasil
> Nesse Big Brother vil
> De lavagem cerebral.
>
> Isso é um desserviço
> Mal exemplo à juventude
> Que precisa de esperança
> Educação e atitude
> Porém a mediocridade
> Unida à banalidade
> Faz com que ninguém estude.
>
> É grande o constrangimento
> De pessoas confinadas
> Num espaço luxuoso
> Curtindo todas baladas:
> Corpos "belos" na piscina
> A gastar adrenalina:
> Nesse mar de palhaçadas.
>
> Se a intenção da Globo
> É de nos "emburrecer"
> Deixando o povo demente
> Refém do seu poder:
> Pois saiba que a exceção
> (Amantes da educação)
> Vai contestar a valer.
>
> A você, Pedro Bial
> Um mercador da ilusão
> Junto a poderosa Globo
> Que conduz nossa Nação
> Eu lhe peço esse favor:
> Reflita no seu labor
> E escute seu coração.
>
> E vocês caros irmãos
> Que estão nessa cegueira
> Não façam mais ligações
> Apoiando essa besteira.
> Não deem sua grana à Globo
> Isso é papel de bobo:
> Fujam dessa baboseira.
>
> E quando chegar ao fim
> Desse Big Brother vil
> Que em nada contribui
> Para o povo varonil
> Ninguém vai sentir saudade:
> Quem lucra é a sociedade
> Do nosso querido Brasil.
>
> E saiba, caro leitor
> Que nós somos os culpados
>
> Porque sai do nosso bolso
> Esses milhões desejados
> Que são ligações diárias
> Bastante desnecessárias
> Pra esses desocupados.
>
> A loja do BBB
> Vendendo só porcaria
> Enganando muita gente
> Que logo se contagia
> Com tanta futilidade
> Um mar de vulgaridade
> Que nunca terá valia.
>
> Chega de vulgaridade
> E apelo sexual.
> Não somos só futebol,
> baixaria e carnaval.
> Queremos Educação
> E também evolução
> No mundo espiritual.
>
> Cadê a cidadania
> Dos nossos educadores
> Dos alunos, dos políticos
> Poetas, trabalhadores?
> Seremos sempre enganados
> e vamos ficar calados
> diante de enganadores?
>
> Barreto termina assim
> Alertando ao Bial:
> Reveja logo esse equívoco
> Reaja à força do mal.
> Eleve o seu coração
> Tomando uma decisão
> Ou então: siga, animal.
>
>




-

terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

27/02, no PEN CLUBE: Lançamento especial de verão - ENGENHO URBANO: RIO 41 POETAS

 
Oficina Editores
e Márcio Catunda
convidam para o lançamento da
antologia poética
 
ENGENHO URBANO: RIO 41 POETAS
 
27de fevereiro de 2012, segunda-feira, das 18h30 às 20h.
Sede do PEN Clube do Brasil - Praia do Flamengo, 171, 11º andar - Flamengo, Rio de Janeiro/RJ

Apoio
APPERJ
Associação Profissional de Poetas no Estado do Rio de Janeiro
oficinaeditores@oficinaeditores.com.br 




Antologia poética – ENGENHO URBANO: RIO 41 POETAS
Organização de Márcio Catunda, diplomata e autor de diversos livros de poesia, tais como "No Chão do Destino", "Verbo Imaginário", "Plenitude Visionária", "Emoção Atlântica" entre outros, e de ensaios, tais como "Na Trilha dos Eleitos" (volumes I e II), "A Essência da Espiritualidade" e "Palavras Singulares". Membro do PEN Clube do Brasil; Delegado Internacional da Associação Profissional de Poetas no Estado do Rio de Janeiro, em Madri/ES.
Publicado pela OFICINA Editores, no formato 14x21cm, capa colorida idealizada pelos poetas apperjianos Sérgio Gerônimo (editor/Pres. da APPERJ) e Mozart Carvalho (ilustrador) em cartão supremo 250g/m² e miolo em ofsete 75g/m²; apresentação de Márcio Catunda; prefácio por Cláudio Aguiar (pres. do PEN Clube) e aba por Astrid Cabral; 4ª capa o poema Praiana –II, de Afonso Felix de Sousa, homenagem in memoriam.
Participantes: Adriano Espínola; Astrid Cabral; Augusto Sérgio Bastos; Beatriz Chacon; Cairo Trindade; Carmen Moreno; Delayne Brasil; Edir Meirelles; Elaine Pauvolid; Elisa Flores; Érico Braga; Flávia Savary; Flávio Dórea; Gilberto Mendonça Teles; Glenda Maier; Igor Fagundes; Ivan Wrigg; Jorge Ventura; Juju Campbell; Laura Esteves; Luiz Fernando Prôa; Marcia Agrau; Márcia Leite; Márcio Catunda; Marco Lucchesi; Marcus Vinicius; Messody Benoliel; Mozart Carvalho; Olga Savary; Paula Wenke; Renato Rezende; Reynaldo Valinho Alvarez; Ricardo Alfaya; Rosa Born; Rosane Carneiro; Sérgio Gerônimo; Silvio Ribeiro de Castro; Suzana Vargas; Tanussi Cardoso; Telma Costa; Theresa Christina Rocque da Motta.
São 41 poetas, cantando louvores à urbe sedutora. Celebram, com emoção atlântica, os seus aspectos extraordinários. Alguns desses magos do verbo imaginário dialogam com a sua dimensão ecológica, com os espaços naturais propícios à interação do homem com o ambiente. E declaram a sua profissão de fé neste habitat de virtudes holísticas. Outros deploram as contingências incertas e a estrutura injusta, o assustador desequilíbrio social e o desassossego da competição pela sobrevivência. Envoltos em atmosfera lúdica, sentimos a pulsação vital do espaço urbano. Inspirados neste fluxo de recordações e sentimentos retratamos preciosos momentos líricos, evocando experiências  cotidianas. Atestamos, assim, que o Rio é um lugar propício para viver intensamente a poesia e a aventura que a cidade suscita.





quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

Cine Forum - Central do Brasil / 2a. feira



Prezados (as) Senhores (as),

Reiteramos o convite para a próxima sessão do Cine Forum Uniarte, que
acontecerá no Bennett - Auditório Tucker - Rua Marquês de Abrantes, 55
- Flamengo, nessa próxima 2a. feira, dia 13 de fevereiro, às 18 horas,
conforme convite anexo.

Será exibido o consagrado filme "Central do Brasil", de Walter Salles,
com Fernanda Montenegro, Marilia Pera e Vinicius de Oliveira.

Após a exibição e um rápido intervalo, teremos a colaboração, como
comentarista / debatedor, do Engº José Cássio Ignarra, Mestre em
Administração Pública, Diretor Técnico do MPF - Movimento de
Preservação Ferroviária e Membro do Conselho Consultivo da Associação
Beneficente São Martinho.

José Cássio tem experiência de trabalho voluntário com a população de
rua que habita e circula pela Estação D. Pedro II / Central do Brasil
e seu entorno.

Contamos com a presença de cada qual e sua colaboração para divulgar o
evento. A entrada será franca e não há necessidade de apresentação do
convite.

Atenciosamente,

Clovis de Oliveira Paradela
Reitor - Centro Universitário Metodista Bennett

Celinéia Paradela Ferreira
Superintendente - Instituto Uniarte

Victor José Ferreira
Coordenador de Programas Culturais - Instituto Uniarte

www.institutouniarte.org.br
Tel. (21) 3232-9524 - Cel. (21) 7119-8564



LITERATURA FORTE - FAÇA PARTE DESTE PROJETO LITERÁRIO - LANÇAMENTO EM 29 DE MARÇO.

Caros Amigos, Autores, Artilheiros da Cultura, Membros do Centro de
Literatura do Museu Histórico do Exército e Forte de Copacabana.

Iniciando nossas atividades do ano de 2012, teremos Reunião Literária no
Centro de Literatura do Forte, no dia 29 de março, às 18h, na Sala
localizada na Alameda Otávio Correa, Forte de Copacabana.

Nesta Reunião realizaremos o Coquetel de Lançamento e Noite de Autógrafos
do Livro *LITERATURA FORTE Nº 6* que será editado e para o qual convido
você a participar.

A série LITERATURA FORTE foi iniciada em 2008 e continua, agora, em seu
sexto livro.
A relação de custo livro por página é vantajosa e o Autor recebe vários
livros como um benefício bastante compensatório, além do coquetel e
Certificado de Participação.
O Centro de Literatura do Forte é reconhecido pelo talento de seus
Artilheiros da Cultura e as importantes obras que publica.

A Antologia 2012 do Museu Histórico do Exército e Forte de Copacabana
obteve absoluto sucesso.
Faça parte deste projeto literário e mande um e-mail confirmando sua adesão
para artilheirosdacultura@globo.com
*Dia, horário e local*: No dia 29 de março, última quinta feira, às 18h, no
Forte de Copacabana, lançaremos mais um LITERATURA FORTE - ARTILHEIROS DA
CULTURA EM DESTAQUE, com Coquetel e Noite de Autógrafos na Sala do Centro
de Literatura.
*Detalhamento do Projeto*: Deverão participar do LITERATURA FORTE, no
máximo 20 Autores, com o mínimo de 05 poemas e o máximo de 10, cada um.
Por cada 05 poemas e/ou crônicas, ou 5 páginas de textos, o Autor receberá
18 livros. Caso envie10 poemas, receberá 36 livros. O fechamento do
LITERATURA FORTE será
no dia 28 de fevereiro. Custo total: 05 páginas, R$ 325,00, recebe 18
livros; 10 páginas, R$ 650,00, recebe 36 livros.
*Envio do material e recibo de depósito*: Envie seus poemas, curriculo e
foto para artilheirosdacultura@globo.com, junto com a informação do
depósito na conta: *Banco Bradesco, Agência 2785-5, Conta Poupança
1002150-2, Antonio de Oliveira Pereira.*
*FECHAMENTO DO PROJETO: DIA 28 DE FEVEREIRO.*
*SERÃO APENAS 20 AUTORES.*
*POR FAVOR, CONFIRME SUA ADESÃO URGENTE.*
*Com apreço,*
*Antonio Pereira e Mara Lúcia.*

domingo, 29 de janeiro de 2012

Domingueira Poética / Cordel sobre o BBB


29 / janeiro / 2012

Queridos (as) Amigos (as),

Antonio Barreto nasceu nas caatingas do sertão baiano, em Santa
Bárbara, residindo atualmente em Salvador
Professor, poeta e cordelista, amante da cultura popular, dos livros,
da natureza, da poesia e das pessoas que vieram ao Planeta Azul para
evoluir espiritualmente. É graduado em Letras  e pós-graduado em
Psicopedagogia e Literatura
Brasileira.
Seu terceiro livro de poemas, Flores de Umburana, foi publicado em
dezembro de 2006, pelo selo "Letras da Bahia".
Vários trabalhos em jornais, revistas e antologias, tendo publicado
aproximadamente 100 folhetos de cordel abordando temas ligados à
educação, problemas sociais, futebol, humor e pesquisa, além de vários
títulos ainda inéditos.
Antonio Barreto também compõe músicas com temática  regional: toadas,
xotes e baiões.
Esta Domingueira compartilha com Vocês seu cordel sobre essa
excrecência de programa televisivo da Rede Globo - o tal de BBB.
Recebi da amiga Clarinha, Professora e ex-Secretária de Educação de
Volta Grande, a quem agradeço.
É longo, mas vale a pena ler:

BIG BROTHER BRASIL -  UM PROGRAMA IMBECIL
- Cordel de Antonio Barreto

Curtir o Pedro Bial
E sentir tanta alegria
É sinal de que você
O mau-gosto aprecia
Dá valor ao que é banal
É preguiçoso mental
E adora baixaria.

Há muito tempo não vejo
Um programa tão 'fuleiro'
Produzido pela Globo
Visando Ibope e dinheiro
Que além de alienar
Vai por certo atrofiar
A mente do brasileiro.

Me refiro ao brasileiro
Que está em formação
E precisa evoluir
Através da Educação
Mas se torna um refém
Iletrado, 'zé-ninguém',
Um escravo da ilusão.

Em frente à televisão
Longe da realidade
Onde a bobagem fervilha
Não sabendo essa gente
Desprovida e inocente
Desta enorme 'armadilha'.

Cuidado, Pedro Bial
Chega de esculhambação
Respeite o trabalhador
Dessa sofrida Nação
Deixe de chamar de heróis
Essas girls e esses boys
Que têm cara de bundão.

O seu pai e a sua mãe,
Querido Pedro Bial,
São verdadeiros heróis
E merecem nosso aval
Pois tiveram que lutar
Pra manter e te educar
Com esforço especial.

Muitos já se sentem mal
Com seu discurso vazio.
Pessoas inteligentes
Se enchem de calafrio
Porque quando você fala
A sua palavra é bala
A ferir o nosso brio.

Um país como o Brasil
Carente de educação
Precisa de gente grande
Para dar boa lição
Mas você na Rede Globo
Faz esse papel de bobo
Enganando a Nação.

Respeite, Pedro Bienal
Nosso povo brasileiro
Que acorda de madrugada
E trabalha o dia inteiro
Dá muito duro, anda rouco
Paga impostos, ganha pouco:
Povo HERÓI, povo guerreiro.

Enquanto a sociedade
Neste momento atual
Se preocupa com a crise
Econômica e social
Você precisa entender
Que queremos aprender
Algo sério - não banal.

Esse programa da Globo
Vem nos mostrar sem engano
Que tudo que ali ocorre
Parece um zoológico humano
Onde impera a esperteza
A malandragem, a baixeza:
Um cenário sub-humano.

A moral e a inteligência
Não são mais valorizadas.
Os "heróis" protagonizam
Um mundo de palhaçadas
Sem critério e sem ética
Em que vaidade e estética
São muito mais que louvadas.

Não se vê força poética
Nem projeto educativo.
Um mar de vulgaridade
Já se tornou imperativo.
O que se vê realmente
É um programa deprimente
Sem nenhum objetivo.

Talvez haja objetivo
"professor" Pedro Bial
O que vocês tão querendo
É injetar o banal
Deseducando o Brasil
Nesse Big Brother vil
De lavagem cerebral.

Isso é um desserviço
Mal exemplo à juventude
Que precisa de esperança
Educação e atitude
Porém a mediocridade
Unida à banalidade
Faz com que ninguém estude.

É grande o constrangimento
De pessoas confinadas
Num espaço luxuoso
Curtindo todas baladas:
Corpos "belos" na piscina
A gastar adrenalina:
Nesse mar de palhaçadas.

Se a intenção da Globo
É de nos "emburrecer"
Deixando o povo demente
E refém do seu poder:
Pois saiba que a exceção
(Amantes da educação)
Vai contestar a valer.

A você, Pedro Bial,
Um mercador da ilusão
Junto à poderosa Globo
Que conduz nossa Nação
Eu lhe peço esse favor:
Reflita no seu labor
E escute seu coração.

E vocês caros irmãos
Que estão nessa cegueira
Não façam mais ligações
Apoiando essa besteira.
Não deem sua grana à Globo
Isso é papel de bobo:
Fujam dessa baboseira.

E quando chegar ao fim
Desse Big Brother vil
Que em nada contribui
Para o povo varonil
Ninguém vai sentir saudade:
Quem lucra é a sociedade
Do nosso querido Brasil.

E saiba, caro leitor.
Que nós somos os culpados
Porque saem do nosso bolso
Esses milhões desejados
Que são ligações diárias
Bastante desnecessárias
Pra esses desocupados.

A loja do BBB
Vendendo só porcaria
Enganando muita gente
Que logo se contagia
Com tanta futilidade
Um mar de vulgaridade
Que nunca terá valia.

Chega de vulgaridade
E apelo sexual.
Não somos só futebol,
baixaria e carnaval.
Queremos Educação
E também evolução
No mundo espiritual.

Cadê a cidadania
Dos nossos educadores
Dos alunos, dos políticos
Poetas, trabalhadores?
Seremos sempre enganados
e vamos ficar calados
diante de enganadores?

Alertando ao Bial:
Reveja logo esse equívoco
Reaja à força do mal.
Eleve o seu coração
Tomando uma decisão
Ou então: siga, animal !!!

x=x=x

Com reverência à memória do saudoso Stanislaw Ponte Preta (Sérgio
Porto), que se referia à televisão como "máquina de fazer doidos"...
Apesar dos BBBs da vida, um bom fim de semana para Vocês.
Abraços / beijos,

Victor




quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

Conferências do Estoril 2011 - Mia Couto

Confrontos de uma PsicoFêmea



Livro vencedor como melhor livro de crônicas escritas por mulheres na UBE/RJ - Confrontos de uma PsicoFêmea.
Está em pré-venda até 30/04 na loja da editora  www.perse.com.br
ou no link http://perse.doneit.com.br/paginas/DetalhesLivro.aspx?ItemID=931
 
 
Nome Literário: Regina Araujo
Tels: (21) 2270-23-24 / 8874-30-08
 
Márcia Regina de Araujo Duarte
Psicóloga - Psicopedagoga - PNL - Tarô Junguiano
Palestras em geral, grupos, empresas, escolas, etc.





sábado, 31 de dezembro de 2011

domingo, 18 de dezembro de 2011

Domingueira Poética - Natal / 2011


Domingueira Poética
18 / dezembro / 2011

Porque um Menino nos nasceu, um filho se nos deu; o governo está sobre
os seus ombros e o seu nome será: Maravilhoso, Conselheiro, Deus
Forte, Pai da Eternidade, Príncipe da Paz.
- Isaías, 9:6

Querid@s Amig@s,

A edição natalina da Domingueira está sendo antecipada para este fim
de semana porque no próximo estarei fora do Rio, passando o Natal em
um encontro de família, sem acesso à Internet.
Vamos festejar, pois, em dose tripla. Inicialmente com os versos de
Vitor Martins, musicados pelo Ivan Lins, focando um Natal bem
brasileiro:

NOITE PARA FESTEJAR
- Ivan Lins / Vitor Martins

Quer saber quem sou
Quer saber de onde eu sou
Sou brasileiro, escreve aí
Sou brasileiro, sim senhor

Eu sou nascido
Nesta terra de Nosso Senhor
Que veio ao mundo
Num dezembro redentor
E Deus Menino
Nos deu essa fé maluca
Pra quem reza, luta e luta
A noite é pra festejar
ô.. ô... ô... ô... ô...

(Ivan Lins - CD "Um Novo Tempo" - Abril Music)

Uma outra abordagem tipicamente brasileira do Natal está em um vídeo
que me foi repassado pela Celi: NOSSO NATAL TEM BRASIL. Maravilhoso!
Vale a pena ver / ouvir, clicando neste link:

http://www.youtube.com/user/TVLuigiBertolli

Para concluir, um foco universalista do Natal, que me foi remetido
pelo amigo Joatan Olmo: Simone cantando "Então é Natal", de John
Lennon / Yoko Ono, com versão brasileira de Cláudio Rabelo, também
incluída no CD natalino do Ivan. Quem quiser ouvir, abra o anexo e
ligue o som. Valerá a pena.

Reitero meus votos de um Natal abençoado e de que, em 2012, tenhamos
novos sonhos e muitas realizações.
Abraços / beijos,

Victor



segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

Convite lançamento Educação Experiência Estética


Autoras e Autores;
segue o convite lembrando do lançamento do nosso livro, "Educação Experiência Estética". Contamos com a sua presença. Será no dia 13 de dezembro, às 19 horas, na Livraria Museu da República - Rua do Catete, 153.
Abraços
Mailsa e Rita







CONVITE BAZAR DO BEM NO ICRJ COM NOVA ARTE - FAVOR DIVULGAR!!

 
 
O Bazar do Bem que será realizado dia 13 de dezembro no Iate clube do Rio de Janeiro é um evento do Bem por diversos motivos:

 
 1- Reúne os melhores grupos (40) produtivos de artesanato com  qualidade e design provenientes de   diversas comunidades  do Rio de Janeiro e que pertencem ao projeto Asta e a outras Instituições.
2- Divulga o trabalho das crianças do Coral  Patativa do UERÊ, do Cobra Coral  e de artesãos individuais.
3- Incentiva a Poesia com o lançamento da agenda 2012 da Oficina Editores - Sergio Geronimo
4- Repassa parte da verba em alimentos  para a Caixa Escolar do Instituto Benjamim Constant.
 
Esperamos poder contar com a sua presença!!
Divulgue o Bazar do Bem!!  
Atenciosamente,
 
Claudia Luna
Ong O Nosso Papel
www.nossopapel.org.br
Tel:21 -88781170
 


 



--
Delayne Brasil

www.grupopoesiasimplesmente.blogspot.com

O QUE É POESIA? - colagem



PESCADO DO BLOG DE MARIO PIRATA, poeta gaúcho:
mariopiratablogspot.com

O QUE É POESIA? – colagem

Há sempre um copo de mar para um homem navegar. – Jorge de Lima.

A criança que brinca e o poeta que faz um poema estão ambos na mesma idade mágica. – Mario Quintana.

A poesia ajuda a respirar bem. – Gaston Bachelard.

A poesia é uma arte da linguagem, certas combinações de palavras podem produzir uma emoção que outras não produzem, e que denominamos poética. – Paul Valery.

Descobri com a minha filha de nove anos que a poesia é a descoberta das coisas que nunca vi. – Osvald de Andrade.

Cada palavra tem seu perfume, sua cor, sua alma. – Maiakovski.

Poesia é uma ou duas palavras e por trás uma imensa paisagem. – Ana Cristina César.

A poesia pretende cumprir a tarefa de que este mundo não seja habitável somente para os imbecis. – Aldo Pellegrini.

A infância é a poesia da vida. A poesia é a infância do mundo. – Boris Novak.

Uma palavra é um bracelete de encantamentos vocais. – Murray Schafer.

O poema é antes de tudo um inutensílio. – Manoel de Barros.

Se procurar bem você acaba encontrando. / Não a explicação (duvidosa) da vida, / Mas a poesia (inexplicável) da vida. – Carlos Drummond de Andrade.

Talento e astúcia requerem / a perícia consumada / de falar sem dizer nada / quando não há nada a dizer... – Helena Kolody.

A poesia antes de ser palavra, imagem, é um clima assim como a névoa. Só depois surgem as palavras. O sol, com seus tambores. O amor, com seu triste violoncelo. - (anotação s/autoria achada em folha de papel).

A poesia não é uma liberação da emoção, mas uma fuga da emoção; não é a expressão da personalidade, mas uma fuga da personalidade. Naturalmente, porém, apenas aqueles que têm personalidade e emoções sabem o que significa querer escapar dessas coisas. - T.S Elliot.

Todas as coisas têm o seu mistério, e a poesia é o mistério de todas as coisas. - Federico Garcia Lorca.

Um grão de poesia basta para perfumar todo um século. - José Martí.

A poesia está guardada nas palavras. – Manoel de Barros.

A poesia nos deve surpreender pelo seu delicado excesso e não porque é diferente. Os versos devem tocar nosso próximo, como se ele tivesse lembrado algo que nas noites dos tempos já conhecia em seu coração. A beleza de um poema não está na capacidade que ele tem de deixar o leitor contente. A poesia é sempre uma surpresa, capaz de nos tirar a respiração por alguns momentos. Ela deve permanecer em nossas vidas como o pôr do sol: Algo milagroso e natural ao mesmo tempo. – John Keats.

Nós polimos as almas com a lixa do verso. – Maiakovski.

Poesia é a infância reencontrada. – Charles Baudelaire.

De tudo o que está escrito, eu amo somente aquilo que o homem escrever com seu próprio sangue. – Nietzsche.

O poema é um ser de linguagem, o poeta faz linguagem, fazendo poema. Está sempre criando e recriando a linguagem... Está sempre criando o mundo... A linguagem é um ser vivo... É como uma pessoa que diz sempre que quer ser compreendida. Mas o que ela quer mesmo é ser amada. – Décio Pignatari.

Não há poema em si, mas em mim ou em ti. – Otávio Paz.

A alegria é a prova dos nove. – Osvald de Andrade.

Os poetas nos ajudarão a descobrir em nós uma alegria tão expressiva ao contemplar as coisas que às vezes viveremos, diante de um objeto próximo, o engrandecimento de nosso espaço íntimo. – Gaston Bachelard.

Todo conhecimento da intimidade das coisas é imediatamente um poema. – Gaston Bachelard.

Um poeta é sempre união do vento e da água e deixa seu ritmo por onde passa. - Cecília Meireles.

O que faço nunca me interessa se não comportar alegria. – Maiakovski.

A poesia é o brinquedo das cismas. Os poetas foram crianças sós e pobres que adoravam se divertir com os próprios devaneios, substituindo com vantagens, para o desenvolvimento de sua criatividade, as programações estandardizadas dos jardins de infância e os discutíveis brinquedos pedagógicos, não obstante o primeiro impacto de sua engenhosidade. Entregue a si mesma, sua imaginação recebe e emite aladas mensagens, através do resplendor mágico que anima de gradações de arco-íris o suceder de seus dias. - Cyro Martins, em "Nota sobre Mario Quintana".

Água parada / sonhando na poça / não move moinhos / mas em compensação / mata a sede / dos passarinhos – Hélio Leite.

Hay que podar as metáforas. / hay que tirar o pé das estrofes. / hay que fazer a barba aos ritmos. / hay que tirar o sutiã da lírica. / hay que botar na bunda da poética. / hay que tirar o mofo das rimas. / hay que abrir a porta à loucura. — Sebastião Nunes.

Uma parte de mim / é todo mundo. / Outra parte é ninguém: / fundo sem fundo. / Uma parte de mim / almoça e janta: / outra parte se espanta. / Traduzir uma parte / na outra parte, / que é uma questão / de vida ou morte, / será arte? – Ferreira Gullar.

Cada palavra uma folha / no lugar certo / Uma flor de vez em quando / um ramo aberto / Um pássaro parecia / pousado e perto / Mas não: que ia e vinha / o verso pelo universo. - Cecília Meireles.

A COISA – A gente pensa uma coisa, acaba escrevendo outra e o leitor entende uma terceira coisa... E, enquanto se passa tudo isso, a coisa propriamente dita começa a desconfiar que não foi propriamente dita. – Mario Quintana.

Poesia se faz com palavras, não com idéias. - Rimbaud .

Devemos andar sempre bêbados. Tudo se resume nisto: é a única solução. Para não sentires o tremendo fardo do Tempo que te despedaça os ombros e te verga para a terra, deves embriagar-te sem cessar. Mas com quê? Com vinho, com poesia ou com a virtude, a teu gosto. Mas embriaga-te. E se alguma vez, nos degraus de um palácio, sobre as verdes ervas duma vala, na solidão morna do teu quarto, tu acordares com a embriaguez já atenuada ou desaparecida, pergunta ao vento, à onda, à estrela, à ave, ao relógio, a tudo o que se passou, a tudo o que gemeu, a tudo o que gira, a tudo o que canta, a tudo o que fala, pergunta-lhes que horas são: "São horas de te embriagares!" Para não seres como os escravos martirizados do Tempo, embriaga-te, embriaga-te sem cessar! Com vinho, com poesia, ou com a virtude, a teu gosto. - Charles Baudelaire-1867.

Poesia é sexo do corpo com a alma. - Dany Morreale.

 




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